domingo, 25 de novembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
Os Tipos de Professores por Gabriel Chalita
O professor arrogante ●●●●●●
Características: é o professor que acredita ser o detento do saber, e costuma colocar os alunos em um patamar de inferioridade. Defende-se de qualquer questionamento dos alunos argumentando sobre o seu grau de instrução, questionando sobre o número de graduações que o aluno possui, ou se possui alguma publicação importante, para se mostrar superior. Não gosta de ser interrompido, e não permite que os alunos manifestem suas idéias.
Relação professor-aluno: quase inexistente, e, quando existe, trata-se de uma relação de subordinação por parte do aluno pelo professor.
Problemas prováveis no ensino-aprendizagem decorrentes deste comportamento: os alunos do professor arrogante dificilmente darão alguma importância subjetiva aos conteúdos enunciados por este professor, e provavelmente, não guardarão as informações transmitidas por ele. Como não há a construção de uma relação de confiança entre professor e aluno, toda vez que os alunos não compreenderem o assunto, não terão coragem de fazer perguntas, e a aprendizagem não se efetivará, o que, consequentemente, faz com que não haja ensino.
●●●●●● O professor inseguro
Características: tem medo dos alunos, teme ser rejeitado e de não conseguir fazer um bom trabalho. Mesmo preparando a aula, não sabe por onde começar a ensinar a sua matéria. Pensa que talvez seu método não esteja adequado, ou que talvez os alunos não vão concordar com o seu método de avaliação. Receia que os pais dos alunos não gostem da relação que ele mantém com seus filhos, ou que talvez a direção da escola reprove o seu trabalho, assim como tem medo das críticas dos outros professores. Diante de tantos receios e temores, se vê paralisado e tem o seu potencial educador anulado.
Relação professor-aluno: talvez este professor tenta construir uma boa relação com os seus alunos, mas, ao contrário do professor arrogante, ele é que acaba tomando uma posição de subordinação com relação aos alunos.
Problemas prováveis no ensino-aprendizagem decorrentes deste comportamento: além de não conseguir crescer profissionalmente e nem trabalhar em parceria com outros professores e com a escola onde trabalha, o professor inseguro torna-se motivo de piadas entre os alunos e tem sua credibilidade posta em cheque em sala de aula, visto que ele mesmo demonstra que não tem confiança em si mesmo, desmotivando os seus alunos a confiarem no seu ensino. Assim, também o ensino é prejudicado, visto que muitos alunos não irão dar real importância para o aprendizado.
O professor lamuriante ●●●●●●
Características: este professor reclama o tempo todo. Reclama do seu baixo salário, da situação atual do país, da escola, dos alunos, da falta de estrutura e de materiais da escola, do pouco tempo que dispõe para ministrar sua matéria, de sua vida pessoal. Sempre passa a impressão de que está arrasado e de que não está feliz com seu trabalho. Muitas vezes se aproveita da condição de professor e usa seus alunos para fazer terapia.
Relação professor-aluno: este professor cria com seus alunos a mesma relação que cria com seu cabeleireiro, usando seus alunos para descarregar seu cansaço, sua irritação com problemas diários. Talvez assim até consiga criar algum tipo de relação mais pessoal, mas dificilmente esta relação irá auxiliar o processo de ensino aprendizagem.
Problemas prováveis no ensino-aprendizagem decorrentes deste comportamento: o professor lamuriante mostra aos seus alunos apenas o lado ruim da educação, do ensino, da aprendizagem, enfim, de qualquer aspecto que possa fazer ou vir a fazer parte da vida de seus alunos, desmotivando-os no processo de ensino aprendizagem. Sem motivação, é muito difícil que um aluno consiga se interessar pelo aprendizado, inutilizando o ensino.
●●●●●● O professor ditador
Características: este professor não respeita a autonomia do aluno, e trabalha como se fosse um comandante em batalha. Exige disciplina o tempo todo, às custas de gritos e ameaças. Não permite nenhum barulho, e impõe horários rígidos para tudo: ninguém chega mais tarde ou sai mais cedo, e ninguém vai ao banheiro a não ser no horário do intervalo. Em dia de prova, observa aluno por aluno, proíbe empréstimo de material e ameaça quem ousar olhar para o lado.
Relação professor-aluno: a relação existente entre o professor ditador e o aluno existe mais na cabeça do professor do que dos seus alunos, sendo uma relação de subordinação e obediência por parte dos alunos para com o professor.
Problemas prováveis no ensino-aprendizagem decorrentes deste comportamento:o respeito é algo que precisa ser conquistado, e não imposto. Ninguém gosta de ser forçado a fazer algo. Portanto, não haverá prazer no aprendizado, e talvez, realmente não haja aprendizado. Também, na sala de aula do professor ditador, não haverá a possibilidade de interação entre os alunos, e, portanto, a possibilidade de construção conjunta do conhecimento será vetada. Talvez os alunos saibam a hora de fazer silêncio ou de ir ao banheiro, mas dificilmente saberão se comportar durante o processo de ensino-aprendizagem. Na verdade, este processo será muito prejudicado, pois grande parte dos professores ditadores faz com que os alunos decorem sua matéria, e não auxilia na aprendizagem efetiva. Portanto, muitas vezes pode não haver ensino, no seu sentido pleno.
O professor bonzinho ●●●●●●
Características: ao contrário do professor ditador, este professor força a amizade com os alunos, sempre reforçando a idéia de que gosta dos seus alunos, trazendo presentes e dando notas altas indiscriminadamente. Deixa que seus alunos decidam quais serão os métodos de avaliação, e, durante a prova, responde questões para os alunos para que eles não fiquem tristes ou não tirem notas baixas.
Relação professor-aluno: a relação pessoal entre o professor bonzinho e os alunos é geralmente boa, mas a relação profissional é praticamente anulada. Da mesma forma que o professor ditador, este professor precisa entender que o respeito é algo a ser conquistado, e não implorado por ações que acabam por prejudicar o aluno.
Problemas prováveis no ensino-aprendizagem decorrentes deste comportamento: este professor é um dos que mais prejudicam o processo de aprendizagem dos alunos. Pode-se considerar que neste caso, pode sim existir o processo de ensino-aprendizagem, mas ele é prejudicado pela falta de importância que o aluno dará ao aprendizado, pois ele saberá que, na prova, o professor dará as respostas, então ele não precisa saber o conteúdo neste momento (e este fato remete a dois grandes problemas da educação: a prova como o único método de avaliação e a idéia errônea que os alunos têm de que eles só precisam aprender para reproduzir na prova, não sendo necessário aprender para a vida).
●●●●●● O professor desorganizado
Características: o professor desorganizado entra na sua sala sem ter a menor idéia do que vai ensinar. Não prepara aula, não estuda o conteúdo. Como não sabe ao certo a sua matéria, se põe a enrolar seus alunos com conversas e banalidades, e inventa atividades aleatórias, para os quais os alunos não tiveram nenhuma preparação e não dispõem de subsídio. Ao contrário do professor bonzinho, que tenta forçar uma imagem de respeito exagerado pelos alunos, este professor não tem respeito pelo seu próprio trabalho e nem pelos seus alunos.
Problemas prováveis no ensino-aprendizagem decorrentes deste comportamento: para que haja aprendizado, é necessário que o aluno seja preparado gradativamente, que ele tenha subsídios ensinados anteriormente para que possa construir novos aprendizados. Sem preparação, o aluno não irá desenvolver um novo aprendizado. Portanto, o professor deve planejar sua aula, desenvolver e seguir um planejamento que leve aos seus alunos a desenvolver-se durante os seus aprendizados.
O professor oba-oba ●●●●●●
Características: este tipo de professor adora dinâmicas de sala de aula, passa muitos filmes e reportagens, transforma qualquer aula em um passeio para que os alunos observem os fenômenos fora da sala de aula.
Relação professor-aluno: este professor consegue manter boas relações com os alunos, porém peca na falta de objetividade do seu ensino.
Problemas prováveis no ensino-aprendizagem decorrentes deste comportamento:toda aula dinâmica ou diferente das mesmas aulas repetitivas usando-se quadro e giz, sem que os alunos possam observar os conteúdos sendo aplicados é uma carta na manga para chamar a atenção dos alunos e conseguir efetivar o aprendizado. Porém, quando se usa filmes, dinâmicas de grupo ou aulas-passeios sem que haja uma reflexão sobre o objetivo deste método, sem uma discussão sobre os conteúdos envolvidos e sem que o objetivo que permeia estas atividades sejam deixados bem claros para os alunos, estas atividades são inutilizadas e só servem para passar o tempo na sala de aula, e não enriquecem o processo de ensino-aprendizagem da forma que poderiam e deveriam enriquecer.
●●●●●● O professor livresco
Características: este professor tem uma vasta cultura, possui um profundo conhecimento de sua matéria, mas não consegue relacioná-la com a vida, como o seu próprio dia-a-dia ou com o dos seus alunos. Ele entende de livros, sabe indicar referências bibliográficas para qualquer assunto, mas não entende nada do cotidiano. Ele não utiliza outro método pedagógico a não ser o livro. Não se interessa se os alunos conseguem ou não acompanhar o seu raciocínio, apenas passa tudo aquilo que preparou para ser falado durante a aula. Se algum aluno faz uma pergunta, consulta no livro para responder; enquanto prepara a sua aula, consulta livros e mais livros e considera como relevante à sua aula apenas o que vê escrito neles.
Relação professor-aluno: o mediador entre este professor e o aluno é o livro. A relação entre o professor e o aluno é muito prejudicada, pois o professor livresco ignora qualquer tentativa de associação do aluno entre o conteúdo e o seu dia-a-dia, e também resolve qualquer questão levantada indicando livros que devem ser lidos para sanar qualquer dúvida.
Problemas prováveis no ensino-aprendizagem decorrentes deste comportamento:este professor acredita que seu trabalho como orientador do conhecimento possa ser facilmente substituído pela leitura de alguns livros. Assim, ele anula a sua função e os seus alunos sofrem com a falta da figura de um mediador, que os ajude a aprender os conteúdos e, principalmente, que mostre a importância dos conteúdos aprendidos, indicando várias situações cotidianas onde estes conteúdos poderiam ser aplicados e mostre o quanto sua disciplina está presente no dia-a-dia dos alunos, e, portanto, quanto é importante que os alunos tenham estes conhecimentos.
O professor “tô fora” ●●●●●●
Características: ele não se compromete com a comunidade acadêmica, não participa de reuniões, de preparação de projetos conjuntos, não participa de nenhum evento que ocorra na escola. Simplesmente dá a sua aula e vai embora. É, muitas vezes, um bom professor, mas não evolui social e nem profissionalmente, pois não convive com as outras pessoas que trabalham na escola e não evolui seu conteúdo interdisciplinar, pois não está presente. Alguns são arrogantes a ponto de acreditar que não têm mais nada a aprender, e, portanto, não vão ficar discutindo sobre o que consideram “bobagens”. Outros não participam de nenhuma outra atividade que não seja a sua aula propriamente dita por não estarem recebendo para isto.
Relação professor-aluno: a relação estabelecida entre este professor e os seus alunos é muito restrita à sala de aula. Pode ser que estas atitudes do professor não venham a prejudicar o processo de ensino-aprendizagem, porém, os alunos jamais o verão como um professor amigo e participativo, e o professor perde a oportunidade de construir uma relação mais amistosa e de confiança entre seus alunos e também com seus colegas de trabalho.
Problemas prováveis no ensino-aprendizagem decorrentes deste comportamento: como este professor não compreende os aspectos interdisciplinares da educação, ele não saberá relacionar sua disciplina com as demais, e o ensino de sua disciplina será fragmentado, pois ele não estabelecerá pontes entre as disciplinas aprendidas por seus alunos em outras aulas. Além disso, ele não saberá aproveitar as oportunidades do trabalho em conjunto com outros professores, o que poderia enriquecer muito o aprendizado dos seus alunos.
●●●●●● O professor dez questões
Características: reduz toda a matéria que ministrou durante o bimestre a um determinado número de questões. Pode ser que o número de questões seja maior ou menor que dez, mas não importa, o objetivo é sempre o mesmo. Se utilizar o livro didático, manda que os alunos leiam o livro, façam um resumo do capítulo e respondam às questões. Geralmente, suas questões não são relacionais, nem críticas. Se for um professor de ciências exatas, geralmente os alunos devem decorar fórmulas para resolver suas questões. No final do bimestre, para comprovar sua generosidade, apresenta algumas questões que devem ser decoradas para prova.
Relação professor-aluno: muito dificultada. Se o professor resume a sua matéria a algumas questões, seus alunos se sentem torturados decorando questões.
Problemas prováveis no ensino-aprendizagem decorrentes deste comportamento: o trabalho de um professor não pode ser resumido a simplesmente passar matéria no quadro, ou ainda indicar capítulos de um livro, para depois resumir tudo isto em algumas questões que não exigem um mínimo de reflexão e que não possuem nenhuma correlação. Novamente, não pode haver aprendizado em decorar respostas, e, assim, também não há ensino. Com tantos métodos alternativos de ensino, que exigem talvez um mínimo de criatividade, esforço e algum conhecimento tecnológico, é inadmissível que um professor se utilize ainda somente neste velho método de questionários.
O professor tiozinho ●●●●●●
Características: a denominação “tiozinho” tem aqui um sentido pejorativo. Este tipo de professor gasta suas aulas mais para conversar e dar conselhos aos seus alunos do que para ensinar sua disciplina. Trata-os como se fossem da sua própria família, e se incomoda com suas vidas pessoais, suas atitudes em relação a todos os aspectos particulares: o que fazem em casa, que lugares costumam frequentar etc. Emite opiniões sobre todos estes aspectos e costuma diagnosticar todos os problemas dos alunos somente pelos comentários feitos por eles.
Relação professor-aluno: tem uma relação com seus alunos mais familiar do que educacional.
Problemas prováveis no ensino-aprendizagem decorrentes deste comportamento: conselhos não funcionam com os alunos, assim como não funcionam com familiares nesta faixa etária. Geralmente, conselhos só são bem aceitos quando o professor tem uma relação de confiança com os alunos suficiente para fazer com que o aluno procure o professor para contar seus problemas. Enquanto o professor se incomoda com a vida particular dos seus alunos, deixa de lado a sua função primordial, que é de ensinar.
Apesar de todos os perfis destacados e considerados mais comuns por Chalita, é claro que não se pode desconsiderar a existência de muitos professores que exercem a sua profissão com amor e dedicação. Existem muitos professores que se preocupam com a relação que mantêm com seus alunos, não a ponto de interferir nas suas vidas pessoais ou de se tornar o alvo de piadas por parte dos alunos, mas tornando o processo de ensino-aprendizagem significativo e agradável, tanto para seus alunos como para si mesmo.
O professor deve ser o educador, o orientador, o construtor do conhecimento juntamente com os seus alunos, em uma relação de bom senso, que permite ao aluno se desenvolver com autonomia, trabalhando com entusiasmo, comemorando junto com os alunos suas conquistas, apoiando na correção dos fracassos, tratando seus alunos com igualdade, não discriminando ninguém por suas capacidades e habilidades, e participando ativamente de todo o processo de ensino-aprendizagem, melhorando-o a cada dia.
Os Sete Piores Tipos de Professores
Alguns professores são especiais, sabem dosar a autoridade com a didática se tornando figuras simpáticas e queridas que marcam a vida e a educação dos jovens para sempre, mas infelizmente existem aqueles que sofrem porque não contam com a atenção nem o devido respeito de seus alunos; outros, utilizam sua posição de autoridade para aplicar a lei do mínimo esforço.
Os 7 piores exemplos são:
➩ O ressentido. É o típico professor que jamais pensou que um dia iria acabar assim, como professor. O tipo está sempre de mau humor e trata seus alunos como ignorantes com quem nunca poderá ter uma discussão séria sobre os temas que ele domina. Pode ser um engenheiro químico que dá aulas de física no segundo grau ou um doutor em literatura que não teve melhor opção que ganhar a vida tentando ensinar o pessoal da área de comunicação a ler. Costuma andar por aí com expressão de "...odeio meu trabalho".
➩ O displicente. É um professor com o qual os alunos nada aprenderão. Não se importa com sua classe, de modo que para ele tanto faz se você é um aluno interessado ou não; permitindo com que a classe faça o que queira. Ao final do ano, passará todos os alunos, inclusive aos que nunca foram a sua aula.
➩ Maldosão. É um professor intransigente, que age como se achasse que a única coisa importante na vida dos alunos é passar de ano na sua matéria. Assim, ele passa tarefas todos os dias, repreende duramente se alguém chegar atrasado a sua aula, humilha se não ficar atento enquanto fala e castiga com mais tarefas que seus alunos podem fazer. Se um aluno fingir que lhe dá a devida atenção se importando mais que o devido com a sua matéria e puxando seu saco, logo será promovido a seu monitor.
➩ O libidinoso. É um professor que aproveita sua posição como autoridade para assediar impunemente suas alunas mais atraentes. Para tanto tentará seduzir com melhores qualificações e tarefas mais fáceis. É o tipo que não perde uma chance de olhar os decotes com o rabo dos olhos.
➩ O baladeiro. Este professor frequentemente chegará atrasado para dar sua aulas com uma tremenda ressaca. É muito comum que mande os alunos fazerem algum exercício do livro para que possa tirar uma soneca com os pés na sua mesa. Se identificar um potencial parceiro entre os alunos, não terá problema em convidá-lo para ir junto com ele para a gandaia tomar uns uns tragos por ai.
➩ O burro. Este é uma verdadeira desgraça. Em todos os níveis, nunca falta. Usualmente sabe algumas coisas sobre a sua matéria, mas somente informações superficiais. Fará todo tipo de malabarismos com a intenção de evitar que seus alunos se deem conta que não sabe muito, mas um dia o orelhudo sempre acaba se entregando. É o típico professor que fica bravo quando lhe fazem qualquer pergunta e promete respondê-las no outro dia sem falta. Também pode recorrer aos debates entre os próprios alunos a respeito de um assunto que não domina.
➩ O belo. Não é necessariamente ruim, inclusive pode estar no grupo de professores que deixam uma marca indelével de cultura e educação nas nossas vidas, mas dependendo da idade do aluno, não é muito proveitoso ter uma professora muito boa ou gostosona. Até hoje em dia sou uma negação em química orgânica, pois a professora da matéria era uma loira de comercial de pasta de dente que deixava todo mundo boquiaberto. Eu chegava a sonhar com esta mulher, Dona Lourdes, atravessando o corredor em câmera lenta e com os cabelos esvoaçantes vindo a meu encontro. É verdade!
Alguém identificou algum tipo nesta lista? Conheceu algum "mala" na sala de aula?
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
7 de Setembro
Introdução
A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido: Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade de nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira.
Dia do Fico
Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta idéia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."
O processo de independência
Após o Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o " cumpra-se ", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência.
O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole.
Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : " Independência ou Morte !". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Os 6 Papéis Equivocados do Coordenador Pedagógico
Saiba quais são as atribuições que sobrecarregam o responsável
pela formação dos professores e fazem com que ele deixe de
realizar suas tarefas essenciais
O FISCAL
Perfil:
Ele parece que está na escola só para verificar se tudo está nos conformes. A pesquisaO Coordenador Pedagógico e a Formação de Professores: Intenções, Tensões e Contradições, encomendada pela Fundação Victor Civita (FVC) à Fundação Carlos Chagas (FCC), revelou que 55% dos coordenadores conferem se as classes estão limpas e 72% inspecionam a entrada e saída de alunos todos os dias. Há casos em que o profissional assume a postura de inspetor até quando tenta ser formador. Se fizer a observação de sala de aula e a análise da prática pedagógicas somente para pegar erros, estará desvirtuando o seu trabalho, que é ser o parceiro mais experiente do professor.
Como evitar:
Um funcionário administrativo pode conferir as condições das salas. A fim de dar mais segurança na entrada e saída de alunos, é preciso ter uma pessoa capacitada para a função. Esse desvio pode ser corrigido com uma conversa com o diretor para haver uma redistribuição de responsabilidades. Já para se livrar da personalidade fiscalizadora, é necessário um processo de conscientização - dele e do gestor - para que sua atuação seja no sentido de assegurar o bom desempenho docente. As secretarias de Educação implantam essa concepção na rede ao investir na capacitação dos gestores.
Ele parece que está na escola só para verificar se tudo está nos conformes. A pesquisaO Coordenador Pedagógico e a Formação de Professores: Intenções, Tensões e Contradições, encomendada pela Fundação Victor Civita (FVC) à Fundação Carlos Chagas (FCC), revelou que 55% dos coordenadores conferem se as classes estão limpas e 72% inspecionam a entrada e saída de alunos todos os dias. Há casos em que o profissional assume a postura de inspetor até quando tenta ser formador. Se fizer a observação de sala de aula e a análise da prática pedagógicas somente para pegar erros, estará desvirtuando o seu trabalho, que é ser o parceiro mais experiente do professor.
Como evitar:
Um funcionário administrativo pode conferir as condições das salas. A fim de dar mais segurança na entrada e saída de alunos, é preciso ter uma pessoa capacitada para a função. Esse desvio pode ser corrigido com uma conversa com o diretor para haver uma redistribuição de responsabilidades. Já para se livrar da personalidade fiscalizadora, é necessário um processo de conscientização - dele e do gestor - para que sua atuação seja no sentido de assegurar o bom desempenho docente. As secretarias de Educação implantam essa concepção na rede ao investir na capacitação dos gestores.
O SECRETÁRIO
Perfil:
Conferir listas de chamadas e arquivá-las. Organizar os horários para o uso da biblioteca e dos laboratórios. Escrever as atas de todas as reuniões. Ele faz tudo isso e, não raro, preenche e confere documentos. A pesquisa constatou que 22% dos entrevistados colocam trabalhos administrativos na lista de atividades da coordenação pedagógica.
Como evitar:
Questões burocráticas são atribuições de funcionários da secretaria. É o diretor que pede tanta coisa a ele? É preciso então mudar essa mentalidade. O gestor deve encarar o cotidiano de sua escola como uma responsabilidade coletiva. Assim, cada um faz sua parte para que ninguém fique sobrecarregado.
Conferir listas de chamadas e arquivá-las. Organizar os horários para o uso da biblioteca e dos laboratórios. Escrever as atas de todas as reuniões. Ele faz tudo isso e, não raro, preenche e confere documentos. A pesquisa constatou que 22% dos entrevistados colocam trabalhos administrativos na lista de atividades da coordenação pedagógica.
Como evitar:
Questões burocráticas são atribuições de funcionários da secretaria. É o diretor que pede tanta coisa a ele? É preciso então mudar essa mentalidade. O gestor deve encarar o cotidiano de sua escola como uma responsabilidade coletiva. Assim, cada um faz sua parte para que ninguém fique sobrecarregado.
O PSICÓLOGO
Perfil:
Quase todo o foco de sua atenção está dirigido aos alunos indisciplinados. Se há brigas entre colegas de classe, rixa no recreio ou um garoto hostil com os colegas, ele tenta resolver. Um quarto dos entrevistados considera sua atribuição a resolução das questões de indisciplina, pois muitas vezes é o próprio diretor ou um professor quem encaminha as ocorrências para ele e pede intervenção. Ou são os pais que batem à sua porta em busca de ajuda.
Como evitar:
Nesse ponto, há uma ressalva. A indisciplina geralmente vem dos alunos que não estão aprendendo e não têm a devida atenção do professor nas suas necessidades de aprendizagem. Nesse caso, o coordenador deve, sim, intervir, pois é sua obrigação cuidar para que a dinâmica da sala de aula inclua a todos e que o professor possa atender à diversidade e ensinar. É função do coordenador receber a família quando se trata de questões pedagógicas. Se for para resolver brigas do filho com colegas, não. Há uma confusão entre o coordenador pedagógico e o orientador educacional, cuja função é fazer a ponte entre as demandas dos alunos e familiares com a escola. Quando há um na escola, fica fácil resolver esse equívoco. Porém essa figura raramente existe no organograma das redes. Quando não, uma ação de esclarecimento da equipe gestora com funcionários e professores dizendo o que deve ou não ser levado ao coordenador ajuda. Mas antes talvez seja necessário um processo de autoconvencimento de que esse não é mesmo seu papel.
O SÍNDICO
Perfil :
Sua maior preocupação é com o estado do prédio da escola, a quantidade de materiais de consumo e a carência de pessoal. Cerca de 35% dos consultados citaram a falta de conservação das instalações, de materiais didáticos e de pessoal, o número insuficiente de professores e funcionários e salas muito cheias como sendo problemas do seu cotidiano. A fase qualitativa do estudo demonstrou ainda que há coordenadores que até empreendem esforços pessoais para conseguir meios de suprir algumas necessidades mais urgentes e custear melhorias.
Sua maior preocupação é com o estado do prédio da escola, a quantidade de materiais de consumo e a carência de pessoal. Cerca de 35% dos consultados citaram a falta de conservação das instalações, de materiais didáticos e de pessoal, o número insuficiente de professores e funcionários e salas muito cheias como sendo problemas do seu cotidiano. A fase qualitativa do estudo demonstrou ainda que há coordenadores que até empreendem esforços pessoais para conseguir meios de suprir algumas necessidades mais urgentes e custear melhorias.
Como evitar:
Cuidar de recursos e infraestrutura é atribuição do diretor e do vice. Conforme os problemas detectados, eles terão de negociar com a Secretaria de Educação reformas, consertos e reforço de pessoal. Se o coordenador pedagógico está se ocupando em demasia de questões do gênero, é sinal de que a equipe gestora precisa se reunir para rever a divisão de atribuições e o uso adequado de recursos. Coordenador, diretor e vice precisam se juntar para fazer uma análise das demandas e resolver como supri-las. O eixo da conversa deve ser o papel de cada um a fim de definir as responsabilidades individuais e as ações coletivas.
O RELAÇÕES PÚBLICAS
Perfil:
Tem gincana, festa junina ou qualquer evento na escola? Ele corta bandeirolas e faz cartazes e convites: 18% dos entrevistados afirmaram que é tarefa da coordenação se envolver nesses tipos de atividades extracurriculares. Mais da metade dos coordenadores entrevistados (54%) diz que gostaria de ter mais tempo para visitar empresas a fim de firmar parcerias com a escola - tarefa que cabe ao diretor.
Como evitar:
O coordenador deve orientar a organização de eventos quando esses tiverem relação com os projetos didáticos desenvolvidos pelos professores. Mas veja bem: orientar não é executar. Ele não precisa bancar o relações-públicas ou o promoter. O envio do comunicado aos pais, o agendamento da visita ao museu e outras tarefas do gênero podem ficar nas mãos de funcionários da secretaria, sob o comando dos professores responsáveis pela ação. Se o coordenador tiver alguma ideia de parceria com empresas ou entidades do entorno, deve planejar o projeto junto com os professores, justificando a importância da ação para a ampliação dos conhecimentos dos alunos, e levá-lo ao diretor.
Tem gincana, festa junina ou qualquer evento na escola? Ele corta bandeirolas e faz cartazes e convites: 18% dos entrevistados afirmaram que é tarefa da coordenação se envolver nesses tipos de atividades extracurriculares. Mais da metade dos coordenadores entrevistados (54%) diz que gostaria de ter mais tempo para visitar empresas a fim de firmar parcerias com a escola - tarefa que cabe ao diretor.
Como evitar:
O coordenador deve orientar a organização de eventos quando esses tiverem relação com os projetos didáticos desenvolvidos pelos professores. Mas veja bem: orientar não é executar. Ele não precisa bancar o relações-públicas ou o promoter. O envio do comunicado aos pais, o agendamento da visita ao museu e outras tarefas do gênero podem ficar nas mãos de funcionários da secretaria, sob o comando dos professores responsáveis pela ação. Se o coordenador tiver alguma ideia de parceria com empresas ou entidades do entorno, deve planejar o projeto junto com os professores, justificando a importância da ação para a ampliação dos conhecimentos dos alunos, e levá-lo ao diretor.
O ASSISTENTE SOCIAL
Perfil:
De tão tocado com a situação precária da comunidade do entorno, ele envolve-se com os problemas de desemprego e alcoolismo das famílias dos alunos e se empenha em juntar alimentos não perecíveis para distribuir aos mais carentes. Quando sabe que há adolescentes metidos com drogas na vizinhança, mesmo que não estejam matriculados, tenta agir para que mudem de vida. Às vezes, busca ajuda de organizações não governamentais para iniciar algum projeto na escola e ajudar não só os estudantes mas também toda a garotada do pedaço.
Como evitar:
Ações que abram a escola e promovam a interação com a família e a comunidade do entorno - como promover palestras temáticas de interesse geral - são vistas com bons olhos. No entanto, a militância social é iniciativa de outra ordem, que o coordenador pedagógico até pode ter, mas nunca deve ser exercida no horário de trabalho, no qual é sua obrigação se dedicar à formação de professores.
De tão tocado com a situação precária da comunidade do entorno, ele envolve-se com os problemas de desemprego e alcoolismo das famílias dos alunos e se empenha em juntar alimentos não perecíveis para distribuir aos mais carentes. Quando sabe que há adolescentes metidos com drogas na vizinhança, mesmo que não estejam matriculados, tenta agir para que mudem de vida. Às vezes, busca ajuda de organizações não governamentais para iniciar algum projeto na escola e ajudar não só os estudantes mas também toda a garotada do pedaço.
Como evitar:
Ações que abram a escola e promovam a interação com a família e a comunidade do entorno - como promover palestras temáticas de interesse geral - são vistas com bons olhos. No entanto, a militância social é iniciativa de outra ordem, que o coordenador pedagógico até pode ter, mas nunca deve ser exercida no horário de trabalho, no qual é sua obrigação se dedicar à formação de professores.
Fonte:
http://revistaescola.abril.com.br
Pegada Ecológica..
Você sabe o que significa?
Que tal abordar esse tema com seu alunos?
Definição:
O conceito original em inglês, ecologial footprint, refere-se à metodologia criada para avaliar a área de terra e a água que uma população precisa para produzir os recursos que consome e assimilar os resíduos gerados.
De um modo geral, significa uma análise entre o consumo humano e a capacidade da natureza de suportá-lo. É um importante instrumento de avaliação dos impactos humanos no meio natural.
É usado como indicador de gasto individual, pois mensura a pegada ecológica de cada indivíduo, conforme pode ser visto em teste criado pela ONG americana Redefining Progress (www.myfootprint.org). Leva em conta a alimentação, transporte e uso de energia.
Pegada Ecológica? O que é isso?
Você já parou para pensar que a forma como vivemos deixa marcas no meio ambiente? É isso mesmo, nossa caminhada pela Terra deixa “rastros”, “pegadas”, que podem ser maiores ou menores, dependendo de como caminhamos. De certa forma, essas pegadas dizem muito sobre quem somos!
A partir das pegadas deixadas por animais na mata podemos conseguir muitas informações sobre eles: peso, tamanho, força, hábitos e inúmeros outros dados sobre seu modo de vida.Com os seres humanos, acontece algo semelhante. Ao andarmos na praia, por exemplo, podemos criar diferentes tipos de rastros, conforme a maneira como caminhamos, o peso que temos, ou a força com que pisamos na areia.
Se não prestamos atenção no caminho, ou aceleramos demais o passo, nossas pegadas se tornam bem mais pesadas e visíveis. Porém, quando andamos num ritmo tranqüilo e estamos mais atentos ao ato de caminhar, nossas pegadas são suaves.
Assim é também a “Pegada Ecológica”. Quanto mais se acelera nossa exploração do meio ambiente, maior se torna a marca que deixamos na Terra.
O uso excessivo de recursos naturais, o consumismo exagerado, a degradação ambiental e a grande quantidade de resíduos gerados são rastros deixados por uma humanidade que ainda se vê fora e distante da Natureza.
A Pegada Ecológica não é uma medida exata e sim uma estimativa. Ela nos mostra até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a capacidade do planeta de oferecer, renovar seus recursos naturais e absorver os resíduos que geramos por muitos e muitos anos.
Isto considerando que dividimos o espaço com outros seres vivos e que precisamos cuidar da nossa e das próximas gerações. Afinal de contas, nosso planeta é só um!
Fonte: WWF Brasil
terça-feira, 21 de agosto de 2012
sábado, 18 de agosto de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Literatura de Cordel
O que é e origem
A literatura de cordel é uma espécie de poesia popular que é impressa e divulgada em folhetos ilustrados com o processo de xilogravura. Também são utilizadas desenhos e clichês zincografados. Ganhou este nome, pois, em Portugal, eram expostos ao povo amarrados em cordões, estendidos em pequenas lojas de mercados populares ou até mesmo nas ruas.
Chegada ao Brasil
A literatura de cordel chegou ao Brasil no século XVIII, através dos portugueses. Aos poucos, foi se tornando cada vez mais popular. Nos dias de hoje, podemos encontrar este tipo de literatura, principalmente na região Nordeste do Brasil. Ainda são vendidos em lonas ou malas estendidas em feiras populares.
De custo baixo, geralmente estes pequenos livros são vendidos pelos próprios autores. Fazem grande sucesso em estados como Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba e Bahia. Este sucesso ocorre em função do preço baixo, do tom humorístico de muitos deles e também por retratarem fatos da vida cotidiana da cidade ou da região. Os principais assuntos retratados nos livretos são: festas, política, secas, disputas, brigas, milagres, vida dos cangaceiros, atos de heroísmo, milagres, morte de personalidades etc.
Em algumas situações, estes poemas são acompanhados de violas e recitados em praças com a presença do público.
De custo baixo, geralmente estes pequenos livros são vendidos pelos próprios autores. Fazem grande sucesso em estados como Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba e Bahia. Este sucesso ocorre em função do preço baixo, do tom humorístico de muitos deles e também por retratarem fatos da vida cotidiana da cidade ou da região. Os principais assuntos retratados nos livretos são: festas, política, secas, disputas, brigas, milagres, vida dos cangaceiros, atos de heroísmo, milagres, morte de personalidades etc.
Em algumas situações, estes poemas são acompanhados de violas e recitados em praças com a presença do público.
Um dos poetas da literatura de cordel que fez mais sucesso até hoje foi Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Acredita-se que ele tenha escrito mais de mil folhetos. Mais recentes, podemos citar os poetas José Alves Sobrinho, Homero do Rego Barros, Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva), Téo Azevedo. Zé Melancia, Zé Vicente, José Pacheco da Rosa, Gonçalo Ferreira da Silva, Chico Traíra, João de Cristo Rei e Ignácio da Catingueira.
Vários escritores nordestinos foram influenciados pela literatura de cordel. Dentre eles podemos citar: João Cabral de Melo, Ariano Suassuna, José Lins do Rego e Guimarães Rosa.
Vários escritores nordestinos foram influenciados pela literatura de cordel. Dentre eles podemos citar: João Cabral de Melo, Ariano Suassuna, José Lins do Rego e Guimarães Rosa.
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| Leandro Gomes de Barros |
Poética do cordel:
- Quadra: estrofe de quatro versos.
- Sextilha: estrofe de seis versos.
- Septilha: é a mais rara, pois é composta por sete versos.
- Oitava: estrofe de oito versos.
- Quadrão: os três primeiros versos rimam entre si; o quarto com o oitavo, e o quinto, o sexto e o sétimo também entre si.
- Décima: estrofe de dez versos.
- Martelo: estrofes formadas por decassílabos (comuns em desafios e versos heróicos).
- Sextilha: estrofe de seis versos.
- Septilha: é a mais rara, pois é composta por sete versos.
- Oitava: estrofe de oito versos.
- Quadrão: os três primeiros versos rimam entre si; o quarto com o oitavo, e o quinto, o sexto e o sétimo também entre si.
- Décima: estrofe de dez versos.
- Martelo: estrofes formadas por decassílabos (comuns em desafios e versos heróicos).
Literatura Oral
Faz parte da literatura oral os mitos, lendas, contos e provérbios que são transmitidos oralmente de geração para geração. Geralmente, não se conhece os autores reais deste tipo de literatura e, acredita-se, que muitas destas estórias são modificadas com o passar do tempo. Muitas vezes, encontramos o mesmo conto ou lenda com características diferentes em regiões diferentes do Brasil. A literatura oral é considerada uma importante fonte de memória popular e revela o imaginário do tempo e espaço onde foi criada.
Muitos historiadores e antropólogos estudam este tipo de literatura com o objetivo de buscarem informações preciosas sobre a cultura e a história de uma época. Em meio a ficção, resgata-se dados sobre vestimentas, crenças, comportamentos, objetos, linguagem, arquitetura etc.
Podemos considerar como sendo literatura oral os cantos, encenações e textos populares que são representados nos folguedos.
Exemplos de mitos, lendas e folclore brasileiro: saci-pererê, curupira, boto cor de rosa, caipora, Iara, boitatá, lobisomem, mula-sem-cabeça, negrinho do pastoreio, entre outros.
Muitos historiadores e antropólogos estudam este tipo de literatura com o objetivo de buscarem informações preciosas sobre a cultura e a história de uma época. Em meio a ficção, resgata-se dados sobre vestimentas, crenças, comportamentos, objetos, linguagem, arquitetura etc.
Podemos considerar como sendo literatura oral os cantos, encenações e textos populares que são representados nos folguedos.
Exemplos de mitos, lendas e folclore brasileiro: saci-pererê, curupira, boto cor de rosa, caipora, Iara, boitatá, lobisomem, mula-sem-cabeça, negrinho do pastoreio, entre outros.
A Saúde Do Professor
Estresse, dor nas costas, distúrbios vocais. Estes são os principais fatores que levam os professores a pedir afastamento da sala de aula
O trabalho tem um papel central na vida das pessoas, podendo contribuir tanto para a melhoria da qualidade de vida quanto para o desenvolvimento de doenças. Muitas categorias profissionais têm sido alvo de estudos para diversos pesquisadores, entre elas, encontram-se os professores, que desde a década de 80 vêm, de forma mais acentuada, apresentando sinais de adoecimento. As causas são, em sua maioria, as mesmas: distúrbios vocais, estresse, dor nas costas e esgotamento mental e físico.
Cerca de 22,6% dos professores pediram afastamento por licenças-médicas de acordo com a pesquisa Identidade Expropriada – Retrato do Educador Brasileiro realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em 2003. “Isso causa um desfalque no sistema e é um problema difícil de controlar”, explicou a secretária de Finanças do CNTE, Juçara Dutra. Ela ressaltou que cada licença-médica significa, em média, cerca de três meses fora da sala de aula.
Histórias em Quadrinhos
Nos últimos anos, as Histórias em Quadrinhos têm sido utilizadas como recurso didático por muitos professores das diversas disciplinas que compõem o currículo escolar. Elas oferecem uma gama variada de possibilidades de uso pelos professores. Na sala de aula, sua produção ajuda os estudantes a compreenderem temas complexos da História, que normalmente estão afastados da sua experiência diária de vida. Seu uso como recurso didático, no entanto, ainda é tema pouco discutido no meio acadêmico. Nosso desafio, na presente exposição, é apresentar possibilidades de utilização das Histórias em Quadrinhos como forma de reforçar o processo de ensino e aprendizagem, além de expôr experiências e resultados deste trabalho com alunos do Ensino Fundamental.
A arte seqüencial – como é classificada a História em Quadrinhos -, é muito valorizada, especialmente em países europeus, como a França e a Bélgica, onde editoras especializaram-se na sua publicação, na forma de álbuns cartonados, alguns com encadernações de luxo. Com gêneros variados, as estórias atingem a públicos de todas as idades. As histórias em quadrinhos com temas históricos, por exemplo, são um grande sucesso. Elas são ambientadas nos mais variados contextos, desde a antigüidade (como Alix, Asterix e Papyrus), passando pela Revolução Francesa (Dampierre), apenas para citar alguns exemplos. Os temas abordados também envolvem questões sociais atuais, como discriminação racial, pobreza e desigualdade, além de política e organização econômica.
Existe uma grande quantidade de Histórias em Quadrinhos que podem ser utilizadas nas salas de aula. Seria necessário muito mais do que algumas páginas para descrever e analisar toda a produção nacional e estrangeira que pode ser utilizada como recurso didático. O momento, no entanto, não seria apropriado para dissertar em demasia sobre o assunto.
*** Dica de Atividade ***
Inicialmente trabalhamos com alunos de quinta série, analisando pequenas tirinhas, retiradas de jornais ou gibis, com alguns personagens conhecidos dos alunos, como a Turma da Mônica (de Maurício de Souza), e outros menos conhecidos, como Mafalda (Quino) e a Turma do Xaxado (Antônio Cedraz), relacionando-as aos temas que eram trabalhados na sala de aula, incentivando produções de textos e a análise do conteúdo expresso nos quadrinhos. Trabalhar com histórias em quadrinhos é, ao mesmo tempo, trabalhar com arte e com literatura. As crianças e os adolescentes gostam de ler; apenas não estão, em alguns casos, habituados a isso. Os quadrinhos são atraentes, porque conseguem prender a atenção como nenhum outro recurso didático seria capaz.
Num segundo momento, partimos para o desafio de criar Histórias em Quadrinhos com os alunos. Dentro de uma perspectiva construtivista, trabalhamos a construção do conhecimento histórico, associando-o a uma atividade criativa e original. Começamos esse trabalho com turmas de sétima série. O tema escolhido foi a escravidão no Brasil - conteúdo que estava sendo estudado naquele momento em sala de aula. A proposta era a confecção de histórias em quadrinhos simples, que não chegavam a ocupar mais do que uma ou duas laudas. Os trabalhos tiveram bons resultados, mas ainda faltava aprimorar a técnica de produção, a fim de permitir ao aluno desenvolver e organizar melhor suas idéias.
Vamos relatar aqui a experiência com o uso das Histórias em Quadrinhos na sala de aula, mais especificadamente no ensino Fundamental, em uma comunidade carente.
Encontraremos muita dificuldade em transmitir conceitos complexos aos estudantes, tais como modo de produção e revolução. Os resultados nem sempre serão satisfatórios. Muitos alunos não conseguirão traduzir em palavras o conteúdo estudado. É abstrato demais, muito distante da realidade onde eles vivem. Começamos então a introduzir, aos poucos as histórias em quadrinhos nas atividades de sala de aula.
A arte seqüencial – como é classificada a História em Quadrinhos -, é muito valorizada, especialmente em países europeus, como a França e a Bélgica, onde editoras especializaram-se na sua publicação, na forma de álbuns cartonados, alguns com encadernações de luxo. Com gêneros variados, as estórias atingem a públicos de todas as idades. As histórias em quadrinhos com temas históricos, por exemplo, são um grande sucesso. Elas são ambientadas nos mais variados contextos, desde a antigüidade (como Alix, Asterix e Papyrus), passando pela Revolução Francesa (Dampierre), apenas para citar alguns exemplos. Os temas abordados também envolvem questões sociais atuais, como discriminação racial, pobreza e desigualdade, além de política e organização econômica.
Existe uma grande quantidade de Histórias em Quadrinhos que podem ser utilizadas nas salas de aula. Seria necessário muito mais do que algumas páginas para descrever e analisar toda a produção nacional e estrangeira que pode ser utilizada como recurso didático. O momento, no entanto, não seria apropriado para dissertar em demasia sobre o assunto.
*** Dica de Atividade ***
Inicialmente trabalhamos com alunos de quinta série, analisando pequenas tirinhas, retiradas de jornais ou gibis, com alguns personagens conhecidos dos alunos, como a Turma da Mônica (de Maurício de Souza), e outros menos conhecidos, como Mafalda (Quino) e a Turma do Xaxado (Antônio Cedraz), relacionando-as aos temas que eram trabalhados na sala de aula, incentivando produções de textos e a análise do conteúdo expresso nos quadrinhos. Trabalhar com histórias em quadrinhos é, ao mesmo tempo, trabalhar com arte e com literatura. As crianças e os adolescentes gostam de ler; apenas não estão, em alguns casos, habituados a isso. Os quadrinhos são atraentes, porque conseguem prender a atenção como nenhum outro recurso didático seria capaz.
Num segundo momento, partimos para o desafio de criar Histórias em Quadrinhos com os alunos. Dentro de uma perspectiva construtivista, trabalhamos a construção do conhecimento histórico, associando-o a uma atividade criativa e original. Começamos esse trabalho com turmas de sétima série. O tema escolhido foi a escravidão no Brasil - conteúdo que estava sendo estudado naquele momento em sala de aula. A proposta era a confecção de histórias em quadrinhos simples, que não chegavam a ocupar mais do que uma ou duas laudas. Os trabalhos tiveram bons resultados, mas ainda faltava aprimorar a técnica de produção, a fim de permitir ao aluno desenvolver e organizar melhor suas idéias.
Vamos relatar aqui a experiência com o uso das Histórias em Quadrinhos na sala de aula, mais especificadamente no ensino Fundamental, em uma comunidade carente.
Encontraremos muita dificuldade em transmitir conceitos complexos aos estudantes, tais como modo de produção e revolução. Os resultados nem sempre serão satisfatórios. Muitos alunos não conseguirão traduzir em palavras o conteúdo estudado. É abstrato demais, muito distante da realidade onde eles vivem. Começamos então a introduzir, aos poucos as histórias em quadrinhos nas atividades de sala de aula.
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