quinta-feira, 19 de julho de 2012

Literatura de Cordel


O que é e origem 

A literatura de cordel é uma espécie de poesia popular que é impressa e divulgada em folhetos ilustrados com o processo de xilogravura. Também são utilizadas desenhos e clichês zincografados. Ganhou este nome, pois, em Portugal, eram expostos ao povo amarrados em cordões, estendidos em pequenas lojas de mercados populares ou até mesmo nas ruas.



Chegada ao Brasil 
A literatura de cordel chegou ao Brasil no século XVIII, através dos portugueses. Aos poucos, foi se tornando cada vez mais popular. Nos dias de hoje, podemos encontrar este tipo de literatura, principalmente na região Nordeste do Brasil. Ainda são vendidos em lonas ou malas estendidas em feiras populares.

De custo baixo, geralmente estes pequenos livros são vendidos pelos próprios autores. Fazem grande sucesso em estados como Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba e Bahia. Este sucesso ocorre em função do preço baixo, do tom humorístico de muitos deles e também por retratarem fatos da vida cotidiana da cidade ou da região. Os principais assuntos retratados nos livretos são: festas, política, secas, disputas, brigas, milagres, vida dos cangaceiros, atos de heroísmo, milagres, morte de personalidades etc.

Em algumas situações, estes poemas são acompanhados de violas e recitados em praças com a presença do público. 


Um dos poetas da literatura de cordel que fez mais sucesso até hoje foi Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Acredita-se que ele tenha escrito mais de mil folhetos. Mais recentes, podemos citar os poetas José Alves Sobrinho, Homero do Rego Barros, Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva), Téo Azevedo. Zé Melancia, Zé Vicente, José Pacheco da Rosa, Gonçalo Ferreira da Silva, Chico Traíra, João de Cristo Rei e Ignácio da Catingueira.

Vários escritores nordestinos foram influenciados pela literatura de cordel. Dentre eles podemos citar: João Cabral de Melo, Ariano Suassuna, José Lins do Rego e Guimarães Rosa.

Leandro Gomes de Barros


Poética do cordel:
- Quadra: estrofe de quatro versos.
- Sextilha: estrofe de seis versos.
- Septilha: é a mais rara, pois é composta por sete versos.
- Oitava: estrofe de oito versos.
- Quadrão: os três primeiros versos rimam entre si; o quarto com o oitavo, e o quinto, o sexto e o sétimo também entre si.
- Décima: estrofe de dez versos.
- Martelo: estrofes formadas por decassílabos (comuns em desafios e versos heróicos).

Literatura Oral 
Faz parte da literatura oral os mitos, lendas, contos e provérbios que são transmitidos oralmente de geração para geração. Geralmente, não se conhece os autores reais deste tipo de literatura e, acredita-se, que muitas destas estórias são modificadas com o passar do tempo. Muitas vezes, encontramos o mesmo conto ou lenda com características diferentes em regiões diferentes do Brasil. A literatura oral é considerada uma importante fonte de memória popular e revela o imaginário do tempo e espaço onde foi criada.

Muitos historiadores e antropólogos estudam este tipo de literatura com o objetivo de buscarem informações preciosas sobre a cultura e a história de uma época. Em meio a ficção, resgata-se dados sobre vestimentas, crenças, comportamentos, objetos, linguagem, arquitetura etc.

Podemos considerar como sendo literatura oral os cantos, encenações e textos populares que são representados nos folguedos.

Exemplos de mitos, lendas e folclore brasileiro: saci-pererê, curupira, boto cor de rosa, caipora, Iara, boitatá, lobisomem, mula-sem-cabeça, negrinho do pastoreio, entre outros.

A Saúde Do Professor


Estresse, dor nas costas, distúrbios vocais. Estes são os principais fatores que levam os professores a pedir afastamento da sala de aula

O trabalho tem um papel central na vida das pessoas, podendo contribuir tanto para a melhoria da qualidade de vida quanto para o desenvolvimento de doenças. Muitas categorias profissionais têm sido alvo de estudos para diversos pesquisadores, entre elas, encontram-se os professores, que desde a década de 80 vêm, de forma mais acentuada, apresentando sinais de adoecimento. As causas são, em sua maioria, as mesmas: distúrbios vocais, estresse, dor nas costas e esgotamento mental e físico.

Cerca de 22,6% dos professores pediram afastamento por licenças-médicas de acordo com a pesquisa Identidade Expropriada – Retrato do Educador Brasileiro realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em 2003. “Isso causa um desfalque no sistema e é um problema difícil de controlar”, explicou a secretária de Finanças do CNTE, Juçara Dutra. Ela ressaltou que cada licença-médica significa, em média, cerca de três meses fora da sala de aula.


Histórias em Quadrinhos

Nos últimos anos, as Histórias em Quadrinhos têm sido utilizadas como recurso didático por muitos professores das diversas disciplinas que compõem o currículo escolar. Elas oferecem uma gama variada de possibilidades de uso pelos professores. Na sala de aula, sua produção ajuda os estudantes a compreenderem temas complexos da História, que normalmente estão afastados da sua experiência diária de vida. Seu uso como recurso didático, no entanto, ainda é tema pouco discutido no meio acadêmico. Nosso desafio, na presente exposição, é apresentar possibilidades de utilização das Histórias em Quadrinhos como forma de reforçar o processo de ensino e aprendizagem, além de expôr experiências e resultados deste trabalho com alunos do Ensino Fundamental.

A arte seqüencial – como é classificada a História em Quadrinhos -, é muito valorizada, especialmente em países europeus, como a França e a Bélgica, onde editoras especializaram-se na sua publicação, na forma de álbuns cartonados, alguns com encadernações de luxo. Com gêneros variados, as estórias atingem a públicos de todas as idades. As histórias em quadrinhos com temas históricos, por exemplo, são um grande sucesso. Elas são ambientadas nos mais variados contextos, desde a antigüidade (como Alix, Asterix e Papyrus), passando pela Revolução Francesa (Dampierre), apenas para citar alguns exemplos. Os temas abordados também envolvem questões sociais atuais, como discriminação racial, pobreza e desigualdade, além de política e organização econômica.


Existe uma grande quantidade de Histórias em Quadrinhos que podem ser utilizadas nas salas de aula. Seria necessário muito mais do que algumas páginas para descrever e analisar toda a produção nacional e estrangeira que pode ser utilizada como recurso didático. O momento, no entanto, não seria apropriado para dissertar em demasia sobre o assunto.

*** Dica de Atividade ***

Inicialmente trabalhamos com alunos de quinta série, analisando pequenas tirinhas, retiradas de jornais ou gibis, com alguns personagens conhecidos dos alunos, como a Turma da Mônica (de Maurício de Souza), e outros menos conhecidos, como Mafalda (Quino) e a Turma do Xaxado (Antônio Cedraz), relacionando-as aos temas que eram trabalhados na sala de aula, incentivando produções de textos e a análise do conteúdo expresso nos quadrinhos. Trabalhar com histórias em quadrinhos é, ao mesmo tempo, trabalhar com arte e com literatura. As crianças e os adolescentes gostam de ler; apenas não estão, em alguns casos, habituados a isso. Os quadrinhos são atraentes, porque conseguem prender a atenção como nenhum outro recurso didático seria capaz.

Num segundo momento, partimos para o desafio de criar Histórias em Quadrinhos com os alunos. Dentro de uma perspectiva construtivista, trabalhamos a construção do conhecimento histórico, associando-o a uma atividade criativa e original. Começamos esse trabalho com turmas de sétima série. O tema escolhido foi a escravidão no Brasil - conteúdo que estava sendo estudado naquele momento em sala de aula. A proposta era a confecção de histórias em quadrinhos simples, que não chegavam a ocupar mais do que uma ou duas laudas. Os trabalhos tiveram bons resultados, mas ainda faltava aprimorar a técnica de produção, a fim de permitir ao aluno desenvolver e organizar melhor suas idéias.


Vamos relatar aqui a experiência com o uso das Histórias em Quadrinhos na sala de aula, mais especificadamente no ensino Fundamental, em uma comunidade carente. 
Encontraremos muita dificuldade em transmitir conceitos complexos aos estudantes, tais como modo de produção e revolução. Os resultados nem sempre serão satisfatórios. Muitos alunos não conseguirão traduzir em palavras o conteúdo estudado. É abstrato demais, muito distante da realidade onde eles vivem. Começamos então a introduzir, aos poucos as histórias em quadrinhos nas atividades de sala de aula.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Férias =)


As Férias chegaram, e com ela muito tempo livre e diversão.
O turma do Aprenda e Crie vai ajudar a você a aproveitar muito e aprender bastante nesse período de diversão.

Não é só na escola que descobrimos coisas novas. O aprendizado pode acontecer em qualquer lugar e não é necessariamente algo chato ou metódico. Em linhas gerais, aprender significa colocar em prática um novo conhecimento, seja uma receita de bolo, seja o nome de uma árvore, seja uma música ou seja um conceito de física. "Em geral, o aprendizado acontece da seguinte maneira: observamos algo desconhecido, manipulamos, organizamos, classificamos e utilizamos esse conhecimento em situações novas".

Por meio de uma brincadeira, por exemplo, a criança pode aprender habilidades sociais que serão fundamentais na vida adulta. "Na brincadeira a criança fica ativa tanto mentalmente quanto fisicamente. É uma forma de ela interagir, aprender a seguir regras, contestar e desenvolver autonomia". É por isso que, durante as férias, também é possível aprender muito - seja em viagens, seja em passeios na própria cidade, seja em casa: lendo um livro ou jogando cartas com os amigos. Em sala de aula, o aprendizado passa por um planejamento, fora dela acontece naturalmente, é absolutamente informal, mas não menos importante. "Não é só indo na escola que se aprende. Crianças e jovens podem aprender com avós, tios e até mesmo entre eles".

Os pais, por sua vez, têm um papel fundamental na aprendizagem dos filhos. "Ouvir músicas juntos, ler livros, andar de bicicleta, além de ensinar, estabelece vínculos maiores entre pais e filhos", Dependendo da abordagem usada pelos pais, uma visita ao museu pode ser muito divertida. "Não podemos adotar um discurso chato e professoral na hora de levar crianças e jovens a cinemas, museus e teatros. É preciso associar esses programas ao lazer". O segredo é respeitar o tempo do jovem e da criança. 

À medida que o jovem vai criando um repertório, é legal oferecer mais diversidade, sem forçar nada, é claro. Se ele só comer arroz e feijão não saberá que gosta de macarrão. A única maneira de alguém descobrir se gosta de uma atividade é experimentando. "As pessoas só se interessam por aquilo que têm contato. A criança e o jovem não vão gostar de livros, museus e filmes se não forem apresentados a esse universo".

Mas espera aí? Férias não são para descansar? O descanso não é importante para a mente relaxar e ficar pronta para novos conteúdos? "Sim, a criança nas férias também tem de brincar, ficar em casa e com os amigos". Mas há crianças que têm energia demais pra ficarem paradas. O mais importante nesse período é não forçar a nada e deixá-las escolher o que vão fazer. Dessa maneira, elas poderão aproveitar e aprender mais. 

Leitura

           Desde tempos remotos a leitura tem se desenvolvido e tomado proporções incríveis. Apesar de os estímulos psicomotores serem bastante recorrentes no mundo contemporâneo, a leitura aproxima cada vez mais as pessoas, seja através da literatura, dos jornais, das correspondências e outros meios. Seria praticamente impossível a comunicação entre as pessoas se não fosse o poder que a leitura tem. Daí a sua importância. A leitura sempre teve seus aspectos positivos. 
            Atualmente a sua utilidade é vastíssima. Nos cartórios, por exemplo, os funcionários diariamente manipulam livros e atas que contêm informações importantíssimas. Nos escritórios de repartições públicas, utiliza-se a informática para a leitura de diversos documentos. Nas escolas os professores escrevem no quadro negro ou ditam matérias e textos a fim de que seus alunos escrevam em seus cadernos para futura leitura e até mesmo estimulam a leitura oral. 
           Através da correspondência pessoal podemos expressar nossos sentimentos e até mesmo ler o que os outros pensam. Apesar de existir o desenvolvimento visual e tecnológico, há a possibilidade de melhorar-se a leitura incentivando-se as várias faixas etárias, principalmente os jovens e as crianças, a lerem com mais freqüência. Quando oportuno, substituir aos poucos do dia-a-dia delas a televisão, os vídeo games, a internet e os aparelhos celulares por ótimas literaturas infantis. 
           Os cientistas e estudiosos dizem que para assimilar uma nova informação, o cérebro precisa entrar em contato 27 vezes com esse dado. Ao ler um livro, você tem uma imersão que pode ser uma verdadeira aula sobre qualquer assunto. Numa hora você nunca ouviu falar em determinada personagem e sabe pouco sobre ela. Doze horas depois você saberá tanto que poderá dar uma palestra sobre ela. O aprendizado é mais rápido e melhor aproveitado quando feito por meio de vínculos e associações.
        Por isso que cada leitura é um aprendizado, já que entramos em contato com assuntos que estão circunscritos dentro de um contexto. Desta forma, além de transmitir sentimentos como humor, superação, vontade, emoção etc, histórias podem: gerar conhecimento, fazendo com que os leitores tomem ciência de um determinado assunto; estabelecer um valor, já que nada tem valor em si e somos nós que atribuímos valor às coisas de acordo com alguns parâmetros; facilitar a projeção, ou seja, que o leitor se coloque no lugar de uma personagem e vivenciar as mesmas experiências que ele; explicar didaticamente e na linguagem de qualquer pessoa praticamente qualquer coisa ( tanto que a Bíblia existe até hoje no mesmo formato). 
         Não é à-toa que uma pessoa que começa a ler um bom livro não consegue parar. O estranho é que são poucas que iniciam o processo. 
              
            Como disse Drummond de Andrade 
“a leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça,
 a quase totalidade não sente esta sede.”                                                                 
      
      Nada nasce do nada. Tudo vem das idéias. Em última análise, do cérebro e do modo de pensar e do conhecimento adquirido ao longo do tempo. Ocorre que muitos sentem dificuldade de transmitir seus pensamentos, suas idéias. Tanto na forma oral, como na escrita. Antigamente as idéias não eram escritas e sim repassadas de pai para filho, de geração à geração. Posteriormente surgiu o rolo onde se escreviam as idéias e anos mais tarde o livro. A partir daí ficou bem mais fácil de o conhecimento ser repassado para todas as pessoas de uma forma imparcial. Porém, ainda hoje o ser humano se ressente da dificuldade de organizar um pensamento que espelhe a exata sensação ou sentimento a que está envolvido. Daí o porquê da leitura. No entanto uma boa sugestão seria que essa fosse feita de uma forma inteligente, para que se pudesse aproveitar melhor seu conteúdo e desenvolver o poder de argumentação. 

             Você tem que desenvolver a capacidade de ler com alegria. Para isso é necessário que se vincule o prazer à leitura. Busque no seu interior um assunto que o envolva, que desperte em você vontade de conhecer mais. 

Será esse assunto instigante que abrirá suas comportas para a leitura??

 Sem formulinhas mágicas. As palavras-chave para o êxito de qualquer atividade são essas: 


Treinar e aprimorar-se. 



quarta-feira, 4 de julho de 2012

DESMATAMENTO: Prejuízo para todos os seres vivos

Nas florestas, nas matas, os vegetais e animais vivem em equilíbrio e harmonia. 



Observe o desenho abaixo. Muitas florestas acabam dessa maneira. 






Quando muitas árvores são derrubadas, o solo fica desprotegido. 
As plantas não nascem mais e com isso os animais que se alimentam de vegetais morrem. Agora, segundo o que você aprendeu responda: 


O que é o desmatamento? 
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Quando o homem desmata a floresta ele está prejudicando a natureza? Explique por quê? 
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Muitas são as causas do desmatamento. Algumas vezes são feitas para aumentar os campos de pastagens do gado. Outras vezes, para aumentar os campos para plantação. E, muitas vezes ainda para retirar a madeira, a fim de usá-la na confecção de móveis e em construções. 
Escreva uma frase em defesa da natureza. DESMATAMENTO: É a derrubada de grande número der árvores. EROSÃO: São buracos que aparecem no solo, quando a terra sem suas árvores começa a ceder sob a chuva e os ventos. 
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VAMOS REFLETIR?! - Por que a erosão vem logo após o desmatamento? 
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·
Complete:
A) Todos os animais precisam das plantas porque:
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B) Preservar a natureza é importante porque:
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APRENDEMOS QUE: Os animais precisam dos vegetais que lhe dão abrigo e alimento. O desmatamento é a derrubada de grande número de árvores. Muitas são as causas do desmatamento. As principais são: aumento de espaço para pastagens do gado; corte de árvores para a construção de casas e de móveis; aumento de campos para a plantação. Com o desmatamento o solo fica pobre, os animais morrem e com isso vem a erosão. As erosões são feridas que aparecem na terá desprotegida, provocadas pela chuva e pelos ventos. 
REFLORESTAMENTO: UMA ESPERANÇA PARA A NATUREZA Muitas pessoas falam em reflorestamento e em combater a poluição, porém não fazem a sua parte. · Jogam lixo nas ruas, nos rios, etc.; · Fazem queimadas nas plantações; · Matam animais, sem necessidade; · Poluem o ar e a água com inseticidas; agrotóxicos etc.; TODOS NÓS PODEMOS E DEVEMOS PRESERVAR A NATUREZA! 


Responda: 
a) Em sua cidade, existe algum lugar cheio de árvores, onde todos passeiam? Como se chama esse lugar?
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b) As árvores:
( ) poluem o ar. ( ) purificam o ar. 


c) Escreva o nome de uma Floresta brasileira que está sendo destruída. 
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d) Escreva uma sugestão para salvar nossas florestas da destruição.
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Curiosidade: 
No dia 22 de abril, comemora-se o “Dia do Planeta Terra”. A Terra é o planeta em que vivemos. Precisamos preservá-la. Cuidar para que não sejam destruídas suas matas, seus animais, o céu, o ar, a água. Somos parte de tudo isso. 


APRENDEMOS QUE: O Reflorestamento é o replantio das árvores que foram cortadas. Com o reflorestamento, os animais que foram embora acabam retornando assim a vida, aos poucos, vai voltando ao lugar. Todos nós podemos e devemos ajudar a natureza, pois fazemos parte dela. Se destruirmos o planeta, destruiremos nossa própria casa. 


Fonte: ensinar-aprender.blogspot.com.br

terça-feira, 3 de julho de 2012

Dica de Leitura: O Pequeno Príncipe

           Escrito e ilustrado por Saint-Exupery (que se fez o narrador da historia), o Pequeno Príncipe começa com a pane de um pequeno avião que deixa o piloto preso no meio do deserto do Saara. Como não tinha passageiro algum com ele empreendeu sozinho o papel de mecânico no difícil conserto do motor. Após a primeira noite adormeceu nas areias do deserto, e foi acordado por uma criança que lhe pede: “Desenha-me um carneiro”.
É ai que começa o relato das fantasia e sonhos de uma criança como todas as outras, que questiona as coisas mais simples da vida com pureza e ingenuidade.
            Apresenta personagens plenos de simbolismo: o rei (que pensava que todos eram seus súditos e não tinha ninguém por perto), o contador (que se dizia muito serio mais não tinha tempo para sonhar), o geógrafo (que se dizia sábio mais não sabia nada da geografia do próprio país), o bêbado (que bebia para esquecer a vergonha que sentia por beber), a raposa, a rosa e a serpente.
          O Pequeno Príncipe vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões. O orgulho da rosa, que também vivia no planeta do Pequeno Príncipe, arruinou a tranqüilidade e o levou a uma viagem que o trouxe finalmente a Terra, onde encontrou a raposa que o levou a começar a descobrir o que é realmente importante na vida – o amor, a amizade e o companheirismo. Assim, cada personagem mostra o quanto às “pessoas grandes” se preocupam com coisas inúteis e não dão o devido valor às coisas. Isso tudo pode ser traduzido por uma frase da raposa, personagem que ensina ao menino de cabelos dourados o segredo da amizade:
 “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”.
           Antonie Jean Baptiste Marie Roger de Saint-Exupery, foi um escritor de grande sensibilidade, com uma delicada preocupação com o sentido do humano e da existência. Em uma narrativa poética, vai elaborando sua visão de mundo e mergulha no próprio inconsciente, em uma obra aparentemente simples, mais apenas aparentemente. O livro devolve a cada um o mistério escondido em nossa alma. De repente retornamos aos nossos sonhos infantis e reaparece a lembrança de questionamentos acomodados, quase já imperceptíveis na pressa do dia a dia. Voltam ao coração escondidas recordações. Um reencontro pessoal com a criança que nos habita.
            É uma obra que nos mostra uma profunda mudança de valores, que ensina como nos equivocamos na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam a solidão. Nós nos entregamos a nossas preocupações diárias e esquecemos a criança que fomos. Pelas mãos desse menino o leitor recupera a meninice, abrindo uma brecha no tempo. Voltamos a sentir o perfume de uma estrela e a ouvir a voz de uma flor... Com ele reconquistamos a tranqüilidade e a liberdade, deixando alojar se pela beleza, apossar-se a pouco da sabedoria e do discernimento do que seja essencial. O Pequeno Príncipe é enigmático, profundo, escrito de uma forma metafórica.
Há obras que de alguma forma são capazes de transformar o leitor. Esta é uma delas, que transmite uma experiência muito particular. Uma historia bonita que traz ensinamentos sobre amizade e companheirismo:
 “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.
            Este não é um livro para criança como a maioria das pessoas pensa, é um livro que traz a mensagem da infância. A criança que esta guardada no nosso coração e na qual reconhece nossos olhos, nosso sorriso, nossa alma... É o mundo onde vivemos e o qual podemos mudar. Se não o quisermos compreender e não nos interessarmos pelas palavras de Saint-Exupery, fica uma das sentenças do Príncipe:
“Tu não és um homem de verdade. Tu não passas de um cogumelo.”